Sob a égide de um título insólito que sugere corpos cuja pele está esfacelada, apresenta-se um grupo de jovens artistas
aqui neste espaço. Sob diferentes abordagens o corpo mais ou menos tratado nos projetos aqui agrupados para fins de
interlocução com o público, está presente como engrenagem de reflexão, através do retrato, do cabelo, das linhas emaranhadas ou dispostas
em retas, das coleções, dos vagalumes, das fotografias e das inquietações pessoais. Os projetos apresentados dizem respeito a
certas intensidades e focos de interesse cujo patamar da visualidade atual é esfacelado, através de narrativas orais e interferências de ordem
desestabilizadora através da provocação, da sugestão e da troca pelo grupo em cada uma das apresentações; o fato de resultar num
aglomerado de imagens depõe a favor desta autorização dada pelo componente do mesmo para intervir no processo de elaboração e laboração da idéia
trazendo à tona outra possibilidade de leitura, de evocação, de olhar para um mais-além da grade que limita o campo de possíveis
alterações em função da opinião do outro.
Estes projetos estão em processo, o que está sendo apresentado aqui é uma das partes do esfacelamento cotidiano sob o qual o artista opera.
(...)
Adriana dos Santos
quinta-feira, 17 de junho de 2010
estação
Estação: s.f. Lugar onde param trens, ônibus, navios. / Cada uma das quatro divisões do ano. / Período no qual dominam certos estados da atmosfera. / Época em que se faz uma plantação, uma colheita.
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